Santa Casa de Mogi reforça prevenção e autoestima feminina no encerramento do Outubro Rosa

Mogi das Cruzes

O encerramento do Outubro Rosa promovido pela Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes foi marcado por emoção, informação e valorização da autoestima feminina. O auditório da Policlínica (R. Dom Antônio Cândido de Alvarenga, 170 – Centro) ficou lotado nas atividades realizadas nesta quarta e quinta-feira (29 e 30/10), a partir das 15h, reunindo pacientes, colaboradores e comunidade em um evento gratuito dedicado à conscientização sobre a saúde da mulher.

Sob a condução da psicóloga Naglei Saraiva, a programação começou com depoimentos comoventes de mulheres que enfrentaram e venceram o câncer de mama. Uma paciente de 70 anos compartilhou sua trajetória de superação após a detecção precoce da doença. “Passei por uma cirurgia de retirada de um quadrante da mama em 2018 e fiz cinco anos de acompanhamento. Venci o carcinoma ductal, mas mantenho o autocuidado e os exames regulares de prevenção. Peço que se cuidem e não desistam nunca!”, emocionou-se.

Outro relato inspirador veio de uma participante diagnosticada aos 39 anos, em 2007. “Meu mundo caiu. Fiz mastectomia, prótese, radioterapia e 12 cirurgias. Felizmente, fui curada.” Durante o encontro, a psicóloga reforçou a importância do apoio familiar, dos amigos e dos profissionais de saúde no processo de recuperação.

A ginecologista e obstetra Isabella Lozano apresentou dados atualizados e alertou para a importância do diagnóstico precoce. Segundo ela, o Ministério da Saúde passou a recomendar a mamografia a partir dos 40 anos, uma vez que o câncer de mama vem atingindo mulheres cada vez mais jovens. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o país registrou 73.610 novos casos em 2023, sendo 60% deles diagnosticados tardiamente.

“O autoexame é importante, mas a mamografia é indispensável. Ela detecta alterações mínimas, muitas vezes imperceptíveis ao toque, que podem indicar câncer em estágio inicial, com maiores chances de cura”, destacou Isabella.

A médica também chamou atenção para sinais de alerta nas mamas — como nódulos, retrações, secreção ou alterações na pele — e lembrou que hábitos saudáveis ajudam na prevenção. “Idade e histórico familiar são fatores inevitáveis, mas evitar o sedentarismo, a obesidade, o tabaco e o álcool é fundamental. Informação e detecção precoce salvam vidas”, reforçou.

A provedora da Santa Casa, Miriam Nogueira do Valle, elogiou o engajamento das equipes e compartilhou sua própria história de superação. “Também precisei retirar um rim por causa de um tumor e só sobrevivi graças ao diagnóstico e tratamento eficientes. Sabemos o quanto a rede de apoio faz diferença. Trabalhamos para acolher e doar o nosso melhor”, afirmou.

Durante todo o mês, a Santa Casa realizou diversas ações voltadas à prevenção e à valorização da vida, com rodas de conversa, orientações e sorteios de brindes.


Mamografia com tecnologia e qualidade certificadas

Referência regional em Obstetrícia e Neonatologia, a Santa Casa de Mogi realiza exames de mamografia no Centro de Diagnóstico por Imagens (CDI), localizado no térreo do hospital. O serviço conta com o moderno equipamento Inspiration Prime, da Siemens, que oferece imagens de alta definição, menor tempo de exposição e 30% menos radiação, além de reduzir o desconforto durante o exame.

O hospital é o único do Alto Tietê com certificação no Programa de Qualidade em Mamografia (PQM), concedida pelo Inca/Ministério da Saúde, que atesta a excelência e a segurança dos exames realizados.

Somente em outubro, foram realizadas 1.648 mamografias, e o acumulado do ano chega a 11.444 exames — cerca de 90% delas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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