No centro das articulações políticas do maior colégio eleitoral do país, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), desponta como uma das peças-chave no tabuleiro eleitoral paulista para 2026. Com forte trânsito entre diferentes bancadas e aliado estratégico do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ele é citado nos bastidores como possível candidato a vice-governador — e, em cenários mais ousados, até como alternativa ao Palácio dos Bandeirantes.
Raízes no Alto Tietê e carreira política
Natural de Guararema, no Alto Tietê, André Luis do Prado nasceu em 7 de junho de 1969. Formado em Análise de Sistemas, iniciou a trajetória pública na política municipal, onde construiu sua base eleitoral.
Foi vereador em Guararema e, posteriormente, vice-prefeito. Assumiu a prefeitura do município no início dos anos 2000, consolidando seu nome na região. A projeção estadual veio em 2010, quando foi eleito deputado estadual pela primeira vez. Desde então, foi reeleito sucessivamente, mantendo presença constante na Alesp por mais de uma década.
Ascensão à presidência da Alesp
Em 2023, André do Prado foi eleito presidente da Assembleia Legislativa, tornando-se o principal nome do Legislativo paulista. Sua eleição foi marcada por ampla articulação política e apoio expressivo de parlamentares de diferentes correntes ideológicas, evidenciando sua habilidade de diálogo.
Na presidência, passou a ocupar posição estratégica nas negociações entre Executivo e Legislativo, conduzindo votações de projetos relevantes para o governo estadual e ampliando sua visibilidade política.
Bastidores de 2026
Com a aproximação do calendário eleitoral, o nome de André do Prado começou a circular com mais intensidade nos bastidores do poder. Integrante do PL em São Paulo, ele é considerado um quadro capaz de fortalecer a aliança governista em uma eventual chapa encabeçada por Tarcísio de Freitas, caso o governador dispute a reeleição.
Há também o cenário alternativo: se Tarcísio optar por uma candidatura nacional, a sucessão estadual abriria espaço para rearranjos internos. Nesse contexto, o presidente da Alesp surge como opção viável dentro da base governista.
Aliados destacam sua experiência administrativa, o histórico municipalista e a capacidade de articulação como diferenciais. Já interlocutores políticos apontam que sua força está na construção de consenso dentro da Assembleia e na relação próxima com prefeitos do interior.
Perfil político
Descrito por aliados como discreto e pragmático, André do Prado construiu carreira longe dos holofotes nacionais, mas com forte presença regional. Seu capital político está ancorado principalmente no interior paulista e nas relações institucionais que desenvolveu ao longo dos mandatos legislativos.
Se será confirmado como vice em 2026 ou seguirá fortalecendo seu espaço no Legislativo, ainda é cedo para afirmar. O fato é que, hoje, André do Prado ocupa posição estratégica no xadrez político paulista — e dificilmente ficará fora das principais decisões eleitorais do próximo ciclo.





