Polícia Militar identifica stalker e conduz suspeito à Delegacia da Mulher em Suzano

Suzano

Policiais Militares da 1ª Companhia do 32º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano identificaram, na última sexta-feira (23), um homem de 58 anos acusado de perseguir uma mulher de 41 anos no município de Suzano. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a ocorrência foi registrada.

Por volta das 11h, a equipe foi acionada para atender uma ocorrência de ameaça na Rua José Cardoso Xavier, no Jardim Cacique. No local, a vítima relatou que vinha sendo perseguida há mais de três anos. Segundo o depoimento, as abordagens aconteciam pessoalmente, por meio de cartas entregues por terceiros e também pelas redes sociais.

De acordo com a vítima, as mensagens tinham cunho sexual e incluíam afirmações de que ela “seria dele de qualquer maneira”. A insistência do autor levou ao registro de diversos boletins de ocorrência ao longo do tempo. Na sexta-feira, após receber mais uma carta com o mesmo teor — entregue por um homem que utilizava máscara — a mulher decidiu acionar novamente a Polícia Militar.

Os policiais localizaram o suspeito, que afirmou ter recebido, em 2019, uma mensagem enquanto frequentava uma igreja, informando que ele estaria “destinado” à vítima. A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Defesa da Mulher de Suzano, onde foi elaborado um boletim de ocorrência por perseguição (stalking).

A vítima solicitou medida cautelar, que foi concedida. O autor será investigado no decorrer do inquérito instaurado pela Polícia Civil.

O que é stalking?

O termo stalker ou stalking é utilizado para se referir à prática de perseguição. Desde 31 de março de 2021, a legislação brasileira tipifica como crime a conduta de perseguir alguém de forma reiterada, por qualquer meio, ameaçando a integridade física ou psicológica da vítima. A pena prevista é de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa.

A Polícia Militar orienta que, em casos de perseguição ou quando houver conhecimento de situações semelhantes, a população acione imediatamente o telefone 190.

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